O MODELO
Introduzida em 1967, a 250 Mark III sucedeu a Mach 1, então a 250 cc mais rápida de seu tempo, e foi desenvolvida para oferecer velocidade e agilidade dentro ou fora de um autódromo. As linhas foram assinadas por Leopoldo Tartarini, fundador da Italjet e projetista de diversas motocicletas esportivas.
Na versão 250 cm³ de 1968, a Mark III incorporava o novo cárter largo (wide case), estrutura reforçada que dava mais robustez ao conjunto e melhor lubrificação. Sob o tanque, apelidado de bread box pelo formato e pelos dois bocais de abastecimento, repousa um monocilíndrico de 249 cc, quatro tempos, arrefecido a ar, com comando no cabeçote acionado por eixo vertical e carburador Dell’Orto de 29 mm. Projetado por Fabio Taglioni, o conjunto entregava cerca de 30 hp e permitia velocidades em torno de 145 km/h, com câmbio de cinco marchas, suspensão dianteira telescópica, amortecedores traseiros reguláveis e freios a tambor ventilados em alumínio.
A MOTOCICLETA
Adquirida de um dos maiores colecionadores de Ducati do país, passou por uma restauração de três anos conduzida pelo atual proprietário, tendo como referência um exemplar exposto no próprio museu da Ducati em Borgo Panigale, na Itália. O motor original foi reformado em oficina especializada e o Dell’Orto completamente revisado.
Grande parte das peças foi trazida da Itália: guidão esportivo Tommaselli, rodas raiadas, suspensão dianteira Marzocchi, amortecedores traseiros Ceriani, pneus Pirelli, conta-giros e velocímetro Veglia Borletti, lente de farol Aprilia, escapamento Silentium e o kit de adesivos italianos. Acompanha as fotografias do restauro, as peças substituídas e o enchedor de pneus Ducati original.
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