Apresentado no outono de 1959, o Mark 2 sucedeu a berlina 2.4/3.4 Litre que a Jaguar passou a chamar retroativamente de Mark 1, e nasceu de um retrabalho da carroceria sob a batuta de William Lyons, que alargou a bitola traseira, afinou os pilares e ampliou de modo sensível a área envidraçada, dando ao modelo a leveza visual que o distingue do antecessor de vidros estreitos. Sobre a mesma construção monocoque, os engenheiros de Coventry padronizaram os freios a disco Dunlop nas quatro rodas, item que no Mark 1 fora opcional, e ofereceram o motor XK de duplo comando projetado por William Heynes em três cilindradas, 2.4, 3.4 e 3.8 litros. Foi com a versão de 3.8 que o Mark 2 firmou sua reputação, aceita na época como a berlina de quatro portas mais veloz do mercado, capaz de superar os 200 km/h, e é dessa combinação de desempenho de esportivo com habitáculo de sedã que vem o rótulo de sport saloon de sua geração, resumido no lema da casa, graça, espaço e ritmo.
Na configuração 3.4, o seis cilindros em linha de 3.442 cm³ era alimentado por dois carburadores SU e rendia cerca de 210 cv, com câmbio manual Moss de quatro marchas, overdrive Laycock opcional ou automático Borg-Warner à escolha. Essa mecânica sustentou a dupla reputação do modelo, pois enquanto o 3.8 dominava o Campeonato Britânico de Turismo do início dos anos 1960 nas mãos de pilotos como Stirling Moss, Roy Salvadori e Graham Hill, o mesmo desempenho de estrada tornou o Mark 2 ao mesmo tempo a viatura de perseguição da polícia e o carro de fuga preferido dos assaltantes britânicos, ambiguidade que a cultura popular consagraria décadas depois ao entregá-lo ao inspetor Morse da televisão.
A linha permaneceu em produção até setembro de 1967, quando foi simplificada e renomeada 240 e 340, encerrando a nomenclatura Mark 2.
Restaurada por inteiro na R&E Restaurações, apresenta-se em cinza escuro com interior em couro caramelo refeito no padrão original. Conserva os faróis e os instrumentos de fábrica e o câmbio manual de origem, e mantém o bloco 3.4 de fábrica, levado à cilindrada de 3.8 com camisas e pistões maiores, um upgrade conhecido da mecânica XK que aumenta o diâmetro dos cilindros de 83 para 87 milímetros e responde pela identificação como 3.8.
Recebeu ainda um teto solar Webasto de lona corrediça, montado posteriormente, no padrão de época, com acabamento cuidado.
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