O MODELO
Apresentado no Salão de Frankfurt em setembro de 1997 como sucessor do 155, o 156 foi o modelo que reaproximou a Alfa Romeo da própria tradição depois de uma década de sedãs de linhas retas herdados do consórcio com a Fiat. O desenho coube a Walter de Silva no Centro Stile, que devolveu à frente o escudo vertical apoiado sobre a chapa e escondeu as maçanetas das portas traseiras no recorte do vidro, artifício que dava ao sedã a silhueta contínua de um cupê de duas portas. Um júri de cinquenta e seis jornalistas europeus elegeu-o Carro do Ano de 1998 com quarenta votos, e a recepção consagrou de Silva. Dali ele seguiria para dirigir o design do Grupo Volkswagen.
No topo da gama estava o 2.5 V6 de vinte e quatro válvulas, o motor Busso projetado por Giuseppe Busso e produzido em Arese, com bloco e cabeçotes em alumínio, seis cilindros em V a sessenta graus e 2.492 cm³, rendendo cerca de 190 cv e passando dos 220 km/h. O V6 Busso, cuja versão 3.0 foi eleita Motor do Ano em sua categoria em 2000, é lembrado entre os conhecedores menos pela potência do que pelo timbre. A reestilização de 2002, conduzida por Giorgetto Giugiaro na Italdesign, revisou faróis, grade e para-choques e trocou os botões do volante por borboletas de câmbio, sem mexer na carroceria.
O CARRO
Apresenta-se em Grigio Chiaro com interior em couro preto, sobre as rodas de alumínio de desenho telefônico com as calotas comemorativas do centenário da Alfa Romeo, e pertence a um colecionador em Criciúma, em Santa Catarina. Traz o teto solar, o volante de aro em madeira e os tapetes do centenário, com o câmbio automático Sportronic de comando sequencial.
Sob o capô está o V6 2.5 de vinte e quatro válvulas da família Busso, com os coletores de admissão cromados à vista e a barra de reforço dianteira, e o vão do motor conserva o adesivo das revisões. Marca 85 mil km.
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