O MODELO
Apresentada em Barcelona em janeiro de 1992 e lançada ao público no Salão de Genebra em março do mesmo ano, a Alfa Romeo 155 substituiu a 75 e marcou a passagem definitiva da marca para a tração dianteira, já sob o comando do Grupo Fiat. Desenhada pelo I.DE.A Institute sobre a plataforma Tipo Tre, compartilhada com Fiat Tempra e Lancia Dedra, trocou a arquitetura clássica da antecessora por uma carroceria de três volumes de linhas retas, e permaneceu em produção até 1997, somando 195.526 unidades.
A reputação do modelo foi construída nas pistas. Em 1993 o 155 V6 TI dominou o DTM alemão nas mãos de Nicola Larini, que venceu onze das vinte e duas provas da temporada ao volante de um 2.5 V6 de competição capaz de girar a 11.500 rpm, um carro que pouco guardava do sedã de rua além da silhueta, mas que associou o modelo à imagem esportiva da geração. A versão de rua trazia o quatro-cilindros Twin Spark, de dupla ignição por cilindro, e ganhou, na reestilização de 1995, as bitolas mais largas e os para-lamas salientes que renderam à série o apelido de wide body, além dos cabeçotes de 16 válvulas que aposentaram os antigos 8 válvulas de comando por corrente nos motores 1.8 e 2.0.
O CARRO
Este 155 2.0 Twin Spark está com o mesmo proprietário desde 2016 e registra 127.000 km. Saiu de fábrica na configuração brasileira Elegance Brasile, Grupo I, e foi conduzido, ao longo dos anos, à especificação da 155 Super italiana. Recebeu os para-choques e as saias na cor da carroceria, o aerofólio traseiro, os freios dianteiros maiores sobre pontas de eixo da Super e as rodas Speedline de 15 polegadas que reproduzem o conjunto europeu, e preservou o diferencial mais longo e o interior em tecido com acabamento em madeira que distinguiam a versão Elegance de origem.
O histórico de manutenção é registrado com data. As correias foram trocadas em outubro de 2021 e rodaram cerca de 3.000 km desde então, a suspensão dianteira foi inteiramente refeita em 2023, das bandejas aos batentes, junto com a substituição da caixa de direção, e o óleo Motul 10W40, com filtro Fiat, é trocado a cada mil quilômetros. O ar-condicionado passou por revisão. O carro conserva o escapamento original em inox e as rodas Speedline recondicionadas, calçadas com pneus Dunlop.
O scudetto foi pintado, e o cromado original acompanha o carro. A iluminação do painel é em LED, integrada ao dimmer. Acompanham o automóvel os manuais e um jogo de quatro chaves, as duas originais de fábrica, a chave CODE marrom e uma quarta, de uso diário, destinada a poupar as demais.
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