O MODELO
O cupê da série 105 estreou em 1963 como Giulia Sprint GT, com carroceria que Giorgetto Giugiaro desenhou na Bertone com pouco mais de vinte anos, num de seus primeiros trabalhos de vulto, marcado pelo equilíbrio entre vidro e chapa e pela grade plana com os faróis embutidos. Os primeiros exemplares traziam o degrau, o scalino, na borda dianteira do capô, detalhe que sumiu na evolução de 1967 para o 1750 GTV, que ganhou o par de faróis duplos, painel redesenhado e barra estabilizadora traseira.
O 1750 GTV usava o quatro-cilindros em linha de duplo comando e bloco em alumínio, ampliado para 1.779 cm³ e rendendo cerca de 118 cv. Na Europa era alimentado por dois carburadores de corpo duplo, Weber, Solex ou Dell’Orto, enquanto os exemplares destinados aos Estados Unidos recebiam a injeção mecânica SPICA, adotada para atender à legislação de emissões que então começava a apertar naquele mercado. O câmbio era manual de cinco marchas, com freios a disco nas quatro rodas, e a velocidade máxima passava de 185 km/h.
O desenho de Giugiaro seguiu em produção sem alteração de forma, já como 2000 GTV a partir de 1971, até ser encerrado em meados dos anos 1970, quando o Alfetta GT, também de Giugiaro, assumiu seu lugar.
O CARRO
Apresenta-se como projeto de restauração, com a carroceria já finalizada em Verde Pino sobre as rodas de liga leve de desenho turbina, calçadas com pneus Pirelli. O interior está desmontado, com o assoalho tratado à mostra e o console ainda sem instrumentos, e a dianteira aguarda a recolocação dos faróis duplos atrás da grade.
O carro acompanha o conjunto completo de peças para a montagem, o que permite retomar o trabalho de onde parou, com a mecânica e o revestimento interno a concluir.
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