O CARRO
Este Alfa Romeo 2300 ti4 pertenceu à Duratex, empresa do grupo Itaúsa. A propriedade é comprovada pela plaqueta de patrimônio fixada na coluna da porta e pelo registro em nome da Itaúsa no documento do veículo. O 2300 era uma escolha frequente das grandes empresas brasileiras para a frota de seus executivos, e este exemplar serviu à diretoria do grupo.
O carro tem pintura cinza metálica e interior em veludo cinza. O painel de instrumentos é VDO, e o toca-fitas Bosch Miami I traz a marca Alfa Romeo. Conta com ar-condicionado Nippondenso (ND), vidros elétricos dianteiros e traseiros comandados pelo console e saídas de ventilação para os passageiros de trás. O câmbio é manual de cinco marchas, e o motor de quatro cilindros com duplo comando é alimentado por dois carburadores de corpo duplo. Os vidros são Blindex, e as rodas de liga leve calçam pneus Pirelli. O hodômetro registra 81.618 km. Acompanham o carro o manual de uso e manutenção, o livrete assistencial de garantia Fiat e o manual do ar-condicionado ND.
O MODELO
O Alfa Romeo 2300 foi lançado em março de 1974 pela FNM, em Xerém, Duque de Caxias (RJ), como sucessor do FNM 2150. O motor de quatro cilindros em linha, com duplo comando, 2.310 cm³ e cabeçote em alumínio, trabalhava com câmbio de cinco marchas.
Em 1977 surgiram as versões 2300 B e 2300 ti, esta com dois carburadores de corpo duplo e 149 cv SAE. Em 1978, uma série com a denominação Rio foi exportada para a Alemanha. Com o controle da Fiat, a produção passou para Betim (MG).
Em junho de 1980, a ti passou a se chamar ti4, com direção hidráulica progressiva e acabamento revisado. Em 1982 a versão recebeu diferencial Dana, e o modelo 1985 trouxe as alterações estéticas mais significativas desde o lançamento. Em 1983 o 2300 ti4 era o automóvel mais caro fabricado no Brasil. A produção foi encerrada em novembro de 1986, ano em que foram fabricadas 215 unidades, entre elas este exemplar.
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