O MODELO
Quando o Jaguar E-Type foi apresentado no Salão de Genebra, em março de 1961, redefiniu o padrão do automóvel esportivo. Desenhado pelo aerodinamicista Malcolm Sayer a partir da experiência da Jaguar em Le Mans com o D-Type, unia uma silhueta inconfundível a desempenho de nível de competição, por um preço que desafiava rivais muito mais caros.
A primeira geração, hoje designada Série 1, foi produzida entre 1961 e 1964 com o motor 3.8 litros, tida como a mais próxima da concepção original do projeto e a mais valorizada entre colecionadores. É o seis cilindros em linha XK de 3.781 cm³, com bloco em ferro fundido, cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas e três carburadores SU HD8. Na taxa de 9:1, rendia cerca de 265 cv e alcançava perto de 240 km/h, colocando o E-Type entre os carros de rua mais rápidos de sua época. A transmissão era a manual Moss de quatro marchas, sincronizada em segunda, terceira e quarta.
A engenharia acompanhava o desempenho, com estrutura monocoque e subchassi dianteiro tubular, suspensão independente nas quatro rodas e freios a disco Dunlop, com os discos traseiros montados junto ao diferencial. O modelo foi oferecido nas carrocerias Roadster e Coupé, e os exemplares de motor 3.8 foram fabricados em número relativamente restrito antes da chegada do 4.2, em outubro de 1964.
O CARRO
Nosso Jaguar E-Type é um Roadster Série 1 3.8, finalizado na cor branca, com interior em couro preto no padrão original. Apresenta número de chassi 881646 e número de motor RA7064-9, coerentes com a especificação de época. A numeração, já no encerramento da produção dos Roadster 3.8, situa o carro entre os últimos exemplares fabricados, em 1964, e aparece igual na plaqueta de identificação e na estampagem do subchassi dianteiro.
Conserva os traços que consagraram o modelo, como os faróis carenados sob cúpula de vidro, o volante de três raios em alumínio com aro de madeira, a instrumentação Smiths completa com velocímetro em milhas e as rodas de raios cromadas com cubo de porca central. O estepe de raios acompanha o conjunto.
Sob o capô, mantém o motor 3.8 de cerca de 265 cv, alimentado pelos três carburadores SU e acoplado a uma caixa Moss de quatro marchas. Conta ainda com alternador, para maior confiabilidade no uso.
É um autêntico driver’s car, em ótimo funcionamento, bem conservado e pronto para rodar, para quem deseja de fato conduzir e apreciar um dos ícones da história do automóvel.