O MODELO
Introduzida em 1966, a Mercedes-Benz 250 SL foi a segunda etapa da série W113, sucedendo a 230 SL com aprimoramentos técnicos. Desde a estreia da linha, em 1963, a marca deu a seus roadsters um novo posicionamento, com automóveis voltados à condução equilibrada, e o apelido Pagoda passou a designar o teto rígido de perfil rebaixado e levemente côncavo, cuja curvatura tinha função estrutural, somando rigidez torcional e economia de peso.
O desenho da carroceria, de Paul Bracq, usava superfícies planas, volumes definidos e linhas horizontais contínuas, de proporções equilibradas. A estrutura monobloco tinha suspensão independente nas quatro rodas e freios a disco nas quatro rodas como padrão, e a direção hidráulica figurava entre os opcionais.
A 250 SL passou a montar o motor M129, de 2.496 cm³, seis cilindros em linha e injeção mecânica Bosch, no lugar do conjunto menor da 230 SL, com mais torque em regimes médios e funcionamento mais elástico, sem mudar a filosofia de entrega progressiva da série. Havia câmbio manual de quatro marchas, o manual de cinco marchas ZF como opcional ou o automático de quatro marchas.
Por dentro, a 250 SL mantinha o acabamento da linha, com instrumentos de leitura clara, revestimentos em couro, apliques de madeira no painel e no interior do hardtop e ar-condicionado como opcional, e o isolamento acústico somado à rigidez estrutural mantinha baixo o ruído interno.
O CARRO
De especificação para o mercado norte-americano, esta 250 SL está finalizada na cor White, código 050, com a capota dura na mesma tonalidade e interior azul no padrão de fábrica, combinando com a capota de lona. O motor 2.5 de seis cilindros funciona bem, acoplado ao câmbio manual de quatro marchas, e o carro traz direção hidráulica, ar-condicionado Kuhlmeister, instrumentação VDO, rádio Becker México, conjunto ótico original e vidros verdes Sekurit.
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